Ministério Público mandou para casa supostos assassinos do Inspector da Polícia e da filha de 12 anos

Dois dos presumíveis assassinos do Inspector da Policia Nacional que em vida chamou-se Ronde Manuel António, de 37 anos de idade,  e da filha Carina Soares António, de 12 anos de idade, capturados na tarde de segunda-feira, 8, de Novembro de 2021, foram soltos no dia 25 de Novembro do ano passado, pelo Ministério Público, soube o NA MIRA DO CRIME de fonte familiar.

Segundo a nossa fonte que acompanha o processo no SIC-Luanda, o procurador junto da Procuradoria-Geral da República estacionado no Zango Zero, soltou os dois supostos assassinos, sem que notificasse a família, quando na acareação a viúva apontou-os como sendo os dois que fizeram os disparos da arma de fogo do tipo AKM, cano serrado, que vitimou o oficial da Polícia.

Recorda que o Inspector Ronde Manuel António e a filha Carina Soares António, foram barbaramente assassinados na madrugada do dia 8 de Outubro de 2021, por três marginais, no interior da sua residência, no bairro Muxima Moxi, Município de Viana, Distrito Urbano do Zango.

A menina foi alvejada com tiro na cabeça, ainda foi socorrida para uma unidade hospitalar onde ficou internada durante 19 dias, mais acabou por perder a vida.

Ronde Manuel, foi chefe de escolta do Juíz Presidente do Tribunal Supremo, Juíz Presidente Joel Leonardo. A acção terá sido praticada por civis, amando de colegas, como afirma a viúva.

Pontas soltas: Mãos invisíveis fazem cobertura do processo?

De acordo Suzana António, viúva, no mês de Novembro de 2021, foi convocada na Esquadra do Zango zero, para a acareação, quando lá chegou, depois de ter esperado algum tempo, o instrutor, de nome Marcolino disse que não era necessário fazer mais acareação, porque os dados e características que lhes tinham sido fornecido pela viúva, correspondia com as dos jovens em causa.

“Disse-me que não ser necessário encará-los, depois de ter recebido um telefonema de alguém que ele tratava de chefe. O marginal, conhecido por Leão, o que foi solto, é que começou por fazer três disparo nas costas do meu marido,  e disse aos outros para fazerem também, passando a arma, fizeram mais cinco tiros, fazendo oito…”, chorou.

“É muita dor irmão, perder o marido que era o garante do sustento em casa, eu que não trabalho nem negócios sei fazer, estou a vender kissangua,  a minha filha de 12 anos já era uma mulher a quem eu confiava quando saía de casa. O caso vai ficar assim impune?”, questionou.

“Os assassinos, sobretudo os mandantes, têm de pagar pelo que fizeram, se esse país em que vivemos é sério, eles vão aparecer, eu ainda acredito na justiça do homem, e depois virá a de Deus, dirigentes tenham piedade de mim”, pediu.

O NA MIRDA DO CRIME sabe que o processo está ‘encravado’ no SIC-Luanda, aos cuidados do Instrutor conhecido por Cândido Bentilho, que trabalha na porta 16.

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