Manuela Mateus – Influenciadora Digital Angolana

Manuela Naureth Dias Dos Santos Mateus, angolana, residente no município de Viana, Luanda, de 23 Anos de Idade, conta sua trajetória no mundo de Influencer digital suas metas, e conquistas.

Leia a entrevista:

Ango-News (AN)

Manuela Mateus (MM)

AN; O marketing de influência é uma abordagem de marketing que consiste em praticar ações focadas em indivíduos que exerçam influência ou liderança sobre potenciais clientes de uma marca. Como benefício, os influenciadores interferem nas decisões de compra dos clientes a favor de uma determinada marca. Isso acontece porque os influenciadores estabelecem uma relação de confiança com seus públicos. É uma forma de operação utilizada no marketing digital e trabalha com influenciadores digitais de diferentes perfis que integram a estratégia de comunicação das marcas. Influenciador digital ou digital influencer é um indivíduo que utiliza uma rede social para expressar análises e influenciar a opinião de outros indivíduos, através de publicações em texto ou vídeo online e que são seguidos por um determinado público.

MM; ciente, entmanuelaendo perfeitamente, sempre procurei saber mais sobre qualquer desafio a que me proponho, e este não seria diferente.

AN; tem alguma formação neste ramo?

MM; Infelizmente não, mas tenho o aprendizado e investigo muito sobre o assunto, já inclusive fiz formação online, porém, não recebi ainda o certificado, por isso ainda não considero concluído.

AN; O influenciador originado na internet às vezes não se restringe a apenas uma rede social, mas a união delas faz com que alcance uma audiência maior. O surgimento desses novos formadores de opinião digitais também causa uma mudança comportamental e de mentalidade nos seus seguidores, que tendem a ser facilmente influenciados, tem sabido lidar com esta situação?

MM; Sim perfeitamente, é natural que situações do gênero acontecem, e não é somente neste ramo, e alias penso que verticalidade ajuda bastante nisto.

AN; O Influenciador digital é uma pessoa que recebe vantagem, patrocínio ou doação para convencer o maior número de pessoas influenciáveis, que o que ele está sendo pago para divulgar é o melhor produto, alguma vez recebeu algum patrocínio?

MM; Sim, várias vezes, é daí onde sai os recursos para sustentar e não a atividade.

AN; consegue nos contar um pouco da história sobre influencer?

Claro, a primeira fase remonta ao século XIX. Em 1890, a recém-lançada marca de ingredientes para panqueca Aunt Jemima (ainda em atividade) contratou uma ex-escrava chamada Nancy Green para estampar a embalagem de seu produto. A ação funcionou. As pessoas gostaram do layout que trazia uma figura carismática na capa. Logo de início, a empresa recebeu 50 mil pedidos da massa de panqueca. Além do contrato que a remunerava pela exposição de sua imagem, Nancy Green assinou um contrato vitalício para se tornar porta-voz da marca.

Foi também nessa primeira fase que as marcas descobriram que a influência pode ser exercida não apenas por famosos, mas também por personagens fictícios. Em 1920, a Disney criou o Coelho Osvaldo, que foi o seu primeiro garoto-propaganda. Ele surgiu antes mesmo do Mickey Mouse. Foi lançado como uma forma de concorrer com o Gato Félix, que fazia sucesso no cinema mudo na época.

Nos anos 60 e 70, o termo influenciador ganhou destaque e começou a ser mais mencionado em livros impressos do que nas décadas anteriores. É o que mostra a ferramenta Ngram, do Google.

Até os anos 1960, as ocorrências do termo “influencer” nos livros catalogados pelo Google não tinham relação direta com o tipo de influência que tratamos aqui. O termo era mais associado à influência de um idioma sobre o outro ou de uma cultura sobre a outra — quando não era simplesmente um verbete de dicionários. Isso não significa que a influência não existia, mas que não era tratada nos livros da época a que se tem fácil acesso ainda hoje.

Nas décadas de 1960 e 1970, isso mudou. Muitos livros surgiram naquele período abordando liderança e, consequentemente, influência. Alguns, inclusive, tratavam de influência no âmbito do gerenciamento de empresas, como “Organizational behavior and the practice of management”, publicado em 1978 por David R. Hampton, Charles Edgar Summer, Ross A. Webber; ou “Communication: A Technique for Plan Implementation”, de 1973, de autoria de David Lackner Schooler.

A maior evidência de que a influência sobre o comportamento dos consumidores seja uma discussão antiga talvez esteja no livro “Consumer and industrial buying behavior”, de Arch G. Woodside, Jagdish N. Sheth e Peter D. Bennett, lançado em 1977. Um capítulo específico do livro trata das mudanças comportamentais do consumidor a partir da ação de influenciadores.

Uma representação gráfica simples é capaz de explicar a lógica por trás da iniciativa. É justamente o grau de simplicidade que a Influencer DB chama de “fluxo de duas etapas” que tornou a prática popular mais de um século atrás.

História do marketing de influência: 2ª fase

A segunda fase se dá quando as Mídias eletrônicas — em especial, a televisão — se popularizam pelo mundo. A legião de fãs dos pop stars da música e do cinema atravessaram fronteiras e proporcionaram o surgimento ícones globais. Usando a mesma lógica do fluxo em duas etapas, as marcas passaram a se associar a essas estrelas. Um exemplo é a propaganda da Pepsi na televisão nos anos 80.

História do marketing de influência: 3ª fase

A partir de 2008, essa atividade começou a ser mais intensa nas redes sociais, que, já populares na ocasião, passaram a ter mecanismos mais claros para atuação das marcas. Em 2009, regras começaram a ser estabelecidas no mercado, como o FTC Guidelines, uma espécie de guia de boas práticas lançado pelo Federal Trade Comission, do governo americano.

A partir de 2010, surgem sistemas de propaganda online mais elaborados, como a mídia programática e o native advertising, permitindo uma relação direta entre marcas e plataformas (como Google, Facebook, LinkedIn e Twitter) ou entre marcas e veículos tradicionais de comunicação.

Nesse ínterim, os influenciadores correm por fora, tornando-se populares em plataformas que priorizam áudio e vídeo, como YouTube, Instagram e Snapchat.

A partir de 2014, as marcas voltaram a atenção para os influenciadores, exigindo cada vez mais qualidade na produção de conteúdo. O modelo de influência também evoluiu. Os influenciadores deixaram de ser meros rostos famosos para audiências que, na verdade, pertencem a grandes grupos de mídia, como jornais, emissoras de TV ou estúdios de cinema. Eles passaram a construir suas próprias audiências, tendo controle sobre elas sem depender do intermédio dos     veículos de comunicação.

Com isso, o modelo de parceria de conteúdo surgiu como uma alternativa mais evoluída do que a contratação de garoto-propaganda porque conta com a legitimidade da mensagem.

Em 2016, as marcas perceberam que a oportunidade não estava apenas nos influenciadores com milhões de seguidores, mas também nos micro-influenciadores. E passaram a surgir casos de sucesso de marcas que fizeram parcerias com dezenas ou centenas de micro-influenciadores, potencializando o alcance da mensagem.

AN; Qual o teu objectivo?

MM; se tornar numa das melhores a nível mundial.

AN; acompanhe a página, brevemente iremos publicar os próximos capítulos desta entrevista.

 

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