Massacre Cafunfo: Sobrevivente acusa Rafael Marques de estar envolvido aos raptos e detenções após massacre

A informação foi avançada por um dos sobreviventes ao trágico massacre, que ocorreu na localidade de Cafunfo, na região de Cuango, na província do Lunda-Norte, quando pretendiam realizar uma marcha pacifica convocada pelos cidadãos e membros do Movimento Politico Protetorado da Lunda Tchokwe. Zacarias da Costa disse em declaração ao Correio da Kianda, que para além de existir uma “vala comum” na vala do Boss Quim, onde foram enterrados várias pessoas no massacre, o jovem também responsabiliza o jornalista de investigação e coordenador geral do UFOLO, Rafael Marques de Morais, de ser culpado pelas detenções e raptos que ocorreram no mês Maio do corrente ano, após “funesto incidente”.

Zacarias conta que depois de quase um ano do massacre na localidade de Cafunfo, a população local continua a viver um clima de temor, porque segundo ele, as pessoas em particulares os cidadãos associados ao Movimento do Protectorado continuam ser perseguidos e ameados, razão pelo qual, alguns membros do MPPLT encontram-se nas matas e outros refugiados na RDC, fugindo da repressão brutal das Forças de Defesa e Segurança.

O também membro do Movimento que defende autonomia das províncias da Lunda-Norte, Sul, Moxico e do Cuando-Cubango, fez saber que os números de cidadãos em fuga, aumentou significativamente depois da realização de um evento em Cafunfo, pela Ong UFOLO de Rafael Marques, nos dias 8 e 9 de Março deste ano, onde o jornalista apelou aos cidadãos foragidos que regressassem as suas residências.

O jovem explicou que o repto lançado pelo Rafael Marques, não passou, aquilo que considera de uma “simples armadilha” para que as Forças de Defesas e Segurança continuassem com as detenções, disse e enfatiza que após o evento da UFOLO, no dia 26 de Maio de 2021, ocorreram varias detenções, entre elas, a captura da mulher de um dos responsáveis do Movimento Protectorado Lunda-Tchowe identificado por Alexandre Kamuamba, detida as madrugadas, após uma tentativa frustrada de prender seu marido.

Já no dia 25 de Maio, também foi detido em consequência aos apelos do responsável da UFOLO, o soberano Mwene Kapemba-Kamulemba, que se encontra cativo numa das esquadras policial do Dundo, com prisão preventiva vencida.

Zacarias da Costa que actualmente está com problema de audição fruto dos efeitos colaterais do massacre do dia 10 de Janeiro, e quase a lacrimejar, sublinhou que os apelos de Rafael Marques foram totalmente uma “armadilha”, caso contrario, devia abrandar, mas, depois da actividade da ONG, as detenções e perseguição aumentou significativamente.

Por sua vez, Rafael Marques, respondendo tais acusações, disse ao nosso jornal, que tais acusações são absurdas e que desconhece qualquer pessoa que foi detida depois de ter feito um apelo aos cidadãos que tenham sidos obrigados a pôr-se em fugas devido as perseguições que tenham sido alvos pelas Forças de Defesa e Segurança do Estado.

” Não respondo a este tipo de situações ou acusações, porque são totalmente absurdas, disse e assegura desconhecer qualquer pessoa que tenha sido raptado após ter apelado ao retorno a casa aos cidadãos que estavam em fuga”.

Os mais de cinco membros do Protectorado Lunda-Tchowe encontram-se em Luanda, com objetivo de manter dialogo com Chefe de Estado João Lourenço, para abordar questões relativa às Lundas e pedido de libertação do seu líder.

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