Huíla: Crianças tornam-se pedintes nas portas de Hotéis em Lubango

Ver crianças nas porta de hotéis a mendigar, é um cenário que, se por um lado pode arrepiar quem pela primeira vez visita o Lubango, por outro, para os nativos e residentes, trata-se de uma fotografia de todo normal, que diariamente se convive com ela, por alegadamente não haver na Huíla, por parte de quem Governa, políticas concretas sociais, que visam mitigar a situação.

O número de crianças com idades abaixo dos cinco anos tornando-se mendigos, tem estado a crescer na Província da Huíla, com destaque para o Município do Lubango, onde, nas unidades hoteleiras, a primeira fotografia que um hospede se pode deparar, logo na entrada, é, o da mendicidade pela sobrevivência, por crianças, que pela fome, madrugam a porta de hotéis, a espera de alguém que lhes possa ajudar com dinheiro, ou alimento, para manutenção da vida.

Trata-se de uma situação, que a cada dia que passa, agudiza-se, o que de acordo com os moradores, dizem ser resultante da situação avançada de pobreza, que aponta-se como sendo a causa, que tem obrigado a levar à rua, centenas de crianças, que por meios próprios, tentam encontrar o seu sustento.

Se para crianças o refúgio tem sido a mendicidade, para as adultas, a prostituição tem se tornado na melhor saída, com muitas delas, chegando a abandonar suas filhas menores de um ano, para assumirem a dura tarefa de prover alimentos, por meio do negócio do sexo.

Estudantes Universitários ouvidos pelo Correio da Kianda, durante os 4 dias de nossa estadia na cidade do Cristo Rei, não pouparam críticas ao Governo local. Jorge Cassule, estudante universitário, acusa o Governo da Huíla de não ter programas exequíveis que demonstrem, sinais de resgate e instrução de criança para garantir o seu crescimento, e desenvolvimento a todos os níveis

” Para além da falta de uma accão concreta por parte do Ministerio da Acção Social, o Governo local, daqui da Huíla, nada faz para mitigar este cenário vergonhoso, que contrasta com a imagem limpa que da cidade do Lubango, que é, o que mais se promove e se publicita, ao invês de se preocupar com a fome e miséria que tem estado a levar essas crianças a se tornarem pedintes na porta de tudo que é hotel, aqui no Lubango. Criticou.

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