PGR admite investigar director do gabinete de João Lourenço

A Procuradoria-Geral da República reagiu, nesta terça-feira, 29, de forma oficial, às denúncias avançadas pelo canal de televisão português, TVI, em Setembro, numa reportagem de investigação, em que o Governo angolano foi acusado de ter favorecido o chefe de gabinete do presidente João Lourenço, em contratos públicos com a empresa “EMFC – Consulting, S.A”, da qual, presume-se, pertencer a Edeltrudes Costa.

Na mensagem de fim-de-ano, por ocasião da quadra festiva, o Procurador-Geral da República, Hélder Pitta Gróz, depois de ter anunciado a recuperação em dinheiro e bens a favor do Estado angolano, num total de cerca de 5,3 mil milhões de dólares, no final da cerimónia, em declarações aos jornalistas, o magistrado judicial avançou estar o órgão que dirige, a apurar dados sobre as denúncias do director do Gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa, que alegadamente terá sido beneficiado em contratos milionários com o Estado.

“Estamos a ver o que se passa para depois podermos esclarecer devidamente o que aconteceu. Não basta a denúncia pública, é necessário que venham acompanhadas de mais alguns dados que nos permitam trabalhar com uma maior certeza”, avançou Pitta Gróz.

O procurador nacional sinalizou ainda, nesta terça-feira, o andamento do processo que envolve dirigentes do MPLA, como o antigo governador de Luanda, Higino Lopes Carneiro, os generais Dino e Kopelipa e a ex-governadora de Cabinda, Aldina da Lomba. Pitta Gróz avançou, estarem em fase de conclusão os processos da ex-governadora de Cabinda, assim como de Higino Carneiro, que aguarda-se apenas pronunciamentos do Tribunal, de onde já repousam os processos do antigo governador de Luanda.

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